No Paraguai, atrasos na soja preocupam vendedores que milho que temem sobre produção

O mercado do milho brasileiro para exportação segue sem suporte e voltado apenas para a safrinha, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os prêmios permaneceram a $ 103 cents/bushel para julho23; recuaram para $ 100 para agosto23 e subiram para $115 para setembro”, comenta.

“Novamente, sem o suporte da dupla Chicago/dólar que, mais uma vez, se anulou e com algumas Tradings encerrando as compras da temporada anterior e se voltando apenas para a soja, neste momento ou para a Safrinha de milho, que começa em agosto próximo, o mercado continuou retraído. Os raros negócios para exportação foram feitos pela mesma Trading, que está comprando há alguns dias, a maior parte para cobrir navios quem estão chegando, mas nada para bancar novas posições de negócio. Algumas indústrias de etanol e de moagem de milho estão comprando safra 2023, sinalizando que acreditam em alta no segundo semestre. Com isto, os preços recuaram 0,06% na B3 e subiram 0,19% no mercado físico, segundo o CEPEA”, completa.

No Paraguai, atrasos na soja preocupam vendedores que milho que temem sobre produção. “O milho continua em segundo plano dos negócios, com vendedores bastante retraídos, apostando na melhora dos preços. As poucas ofertas que se apresentam situam-se em valores acima de qualquer ideia de compra, limitando a concretização de negócios. Com os atrasos na colheita da soja, os períodos de plantio estão saindo do ideal, e trazendo mais riscos para a próxima produção do cereal. Com este cenário, não são observadas movimentações para a próxima safra, onde os fornecedores aguardam a confirmação das áreas de plantio”, indica.

“Para a próxima safra também há números que se mantêm estáveis, mas o produtor não quer assumir novos compromissos até ter plantado tudo e ter certeza de que entrará em uma boa janela de plantio. O mercado brasileiro, embora muitos compradores estivessem ausentes aproveitando o carnaval, outros mantiveram as indicações da semana anterior, tanto para disponibilidade quanto para a próxima safra, mas sem conseguir despertar o interesse dos vendedores”, conclui.

Fonte- Agrolink
Por- Leonardo Gottems